Amanhã, 25 de novembro, é o dia em que a Black Friday é realizada no Brasil e em diversos países do mundo, com o objetivo de aquecer o comércio no fim do ano com a promessa de grandes descontos. Por aqui, já faz tempo que o consumidor vêm sendo diariamente bombardeado por anúncios e propagandas em todos os canais de comunicação possíveis e imagináveis.

Segundo pesquisa, dos 75% dos consumidores interessados em fazer compras na Black Friday, metade deles (48%) aproveitará a promoção para antecipar as compras de Natal. É o que aponta a pesquisa feita pela BonusQuest a pedido do Mercado Livre realizada com 1 mil consumidores de diferentes regiões do Brasil entre os dias 28 de outubro e 3 de novembro. Os 25% que responderam que não farão compras informaram que o principal motivo é a restrição financeira.

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A maioria dos consumidores (54%) comprará mais de 2 produtos, sendo 22%, 2 produtos; 13%, 3 produtos; e 19%, 4 ou mais. Doze por cento comprarão apenas 1 produto, e 34% ainda não decidiram e o valor deverá variar entre R$ 500 e R$ 2 mil. São cifras impressionantes se observarmos a atual situação financeira do país e as dificuldades que o comércio tem enfrentado.

Mas, afinal de contas, o que os consumidores devem fazer diante desta situação de crise? Comprar ou não comprar? Heis a questão!

Para o Instituto Akatu, ONG que atua há 15 anos pelo Consumo Consciente, a data é uma oportunidade para promover uma reflexão sobre a nossa relação com o consumo.

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Segundo o Instituto, na Black Friday, o consumidor pode e deve se questionar sobre a real necessidade de compra e o real desconto no valor do produto. “Comprar o que não precisamos, mesmo que pela metade do preço, sai muito caro para o consumidor e para o planeta”, explica Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu. “O consumo não se resume apenas ao ato de comprar. Quando compramos algo, significa que estamos dando nosso voto de confiança para as empresas de quem estamos comprando. E parte dessa confiança é acreditar que o desconto de fato existe. Mas, se o preço foi aumentado antes do desconto ser aplicado, pode ser que esse desconto nem exista. O essencial mesmo é ter certeza de que o que estamos comprando é realmente necessário. Como a pressão da Black Friday é muito grande, é preciso pensar várias vezes antes de comprar ”, explica Mattar.

bf-chanelmarketAssim, independentemente dos descontos anunciados, é importante o consumidor realizar a etapa do planejamento da compra, comparando preços e checando se o desconto no valor dos produtos é real e se o produto é realmente necessário. Em época de crise, com dinheiro curto no bolso, nada melhor do que economizar. Mas o importante é não se deixar levar pelos anúncios de desconto e pelo impulso de compra sem necessidade.

E este ano têm novidade vindo do hemisfério norte do nosso continente.  A United by Blue, empresa americana varejista de sportswear vai promover  a “Blue Friday “.

A idéia é bem simples, eles estão convocando os ávidos consumidores americanos para acordarem bem cedo mas não para enfrentar filas de compras, pelo contrário, eles estão incentivando os consumidores a dedicarem seu tempo para uma limpeza geral no bairro onde vivem e, depois, quem sabe seguir para as compras.

 

Para isso, a United by Blue está disponibilizando em suas lojas um kit limpeza composto de um par de luvas, dois sacos de lixo sendo um para orgânico e outro para recicláveis e um guia sobre como fazer uma limpeza rápida.

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Como eles vão saber quem participou?! Uma das etapas a ser cumprida deste desafio é fotografar os sacos de lixo cheios ao lado do participante, o local onde a limpeza foi feita e publicar nas redes sociais com a tag #bluemovement.

 

Mas você deve estar se perguntando:  “ o que eles vão ganhar com isso?” E a resposta é tão simples quanto a ação, preservar o meio ambiente que é um dos pilares mais importantes da marca que, desde a sua fundação, utiliza parte dos lucros das vendas dos seus produtos para despoluir os oceanos do planeta.

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E por aqui, temos a continuidade da campanha do Instituto Akatu.
Campanha #ClimaMuitoLoko

Para promover o consumo consciente na Black Friday e nas festas de fim de ano, o Instituto Akatu lançou a nova fase da Campanha #ClimaMuitoLoko, dedicada ao uso consciente do dinheiro e crédito e sua relação com as Mudanças Climáticas. Ao longo do ano, as várias etapas da campanha vêm promovendo a reflexão de que o excesso de consumo afeta nossas vidas, o meio ambiente e está diretamente relacionado às mudanças no clima.

aumento do consumismo é estimulado por datas como a Black Friday, o Natal e datas comemorativas como o Dia das Mães. Podemos e devemos comemorar. Mas sem excessos e desperdícios, estimulados pela publicidade que relaciona o afeto e a emoção a coisas materiais. Exposto a uma infinidade de ofertas, o consumidor pode perder a noção daquilo que é realmente necessário. E como na produção e transporte de tudo o que consumimos são emitidos gases de efeito estufa (GEE), o excesso de consumo leva, entre outros impactos negativos, ao aquecimento global e às Mudanças Climáticas que estamos vivendo”, explica Helio Mattar.

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O excesso de consumo, sem planejamento e reflexão, também pode prejudicar o bolso do consumidor: dívidas em cartões de crédito e empréstimos podem se tornar uma bola de neve para o ano seguinte, prejudicando o bem-estar de cada indivíduo e de suas famílias. Para evitar isso, é importante que a aquisição de cada produto ou serviço aconteça levando-se em consideração sua real necessidade e a condição de cumprir o prazo de pagamento confortavelmente.

E foi pensando nisso, que o Akatu elaborou seis perguntas básicas que servem para reflexão e que o consumidor deve se questionar antes de sair às compras:

 

Seis Perguntas do Consumo Consciente

1. Por que comprar?
Pergunte-se, antes da compra, se você realmente precisa do produto ou se está sendo estimulado por propagandas ou impulso do momento, que podem levá-lo a comprar mais do que necessita ou pode comprar. É importante lembrar os limites dos recursos naturais do planeta e o que realmente é importante na vida de cada um. Isso muitas vezes vai significar “ter” algo não material no lugar do material, como dedicar mais tempo a atividades com a família e os amigos.

2. O que comprar?
É neste momento que definimos qual produto queremos comprar, ao analisar o que as opções disponíveis oferecem e escolhendo as características que realmente atendem às nossas necessidades. Atributos demais que nunca serão usados são puro desperdício. Busca-se definir também a qualidade e durabilidade do produto, suas características de segurança no uso, eficiência energética e outros critérios que permitam selecionar sua escolha.

3. Como comprar?
Devo comprar à vista ou a prazo? Conseguirei manter as prestações pagas em dia? Vou comprar perto ou longe de casa? Como vou buscar e levar minhas compras? De carro, ônibus, bicicleta, a pé? Fazer compras de bicicletas no final de semana com a família pode ser divertido e uma ótima experiência para todos. E prefira sempre sacolas duráveis, ou mesmo caixas de papelão, a opções descartáveis.

4. De quem comprar?
Ao escolher a empresa fabricante do produto a ser comprado, é importante considerar as características de produção, o cuidado no uso dos recursos naturais, o tratamento e a valorização dos funcionários, o cuidado com a comunidade e a contribuição para a economia local. Assim, o consumidor pode reconhecer e valorizar com suas escolhas as empresas que melhor cuidam da sociedade e do planeta, além de atender às características definidas na etapa “o que comprar?”.

5. Como usar?
É essencial encontrarmos formas de usar de maneira consciente os produtos e serviços adquiridos de modo a evitar a troca sucessiva de itens sempre que algo novo surge no mercado ou entra na moda. Alguns exemplos: ser cuidadoso no uso, usar os produtos até o final da sua vida útil, consertá-los se quebrarem antes de pensar em comprar um novo, desligar aparelhos eletrônicos quando não estão em uso e consumir somente o necessário de recursos como a água nas diversas atividades domésticas.

6. Como descartar?
É o momento de se perguntar se o que se quer descartar não tem mais nenhuma utilidade, seja para você ou para outras pessoas. Caixas e embalagens podem se transformar em brinquedos para as crianças, e roupas antigas com nova costura, móveis reformados e eletrodomésticos consertados podem ser doados ou trocados. Quando realmente não houver novos usos para o produto, deve-se descartar os resíduos de maneira correta, buscando enviar o que for possível para a reciclagem. E sempre lembrar que não existe “jogar fora”, o “fora” é o nosso planeta, onde todos vivemos.

Então, está combinado! Todo mundo praticando o consumo consciente nesta Black Friday!

 

Fonte: Instituto Akatu

Fotos: Pinterest